Neste atual momento o pedido é o mesmo para todos: evite ao máximo sair de casa. Claro que, por conta disso, os carros também vão ficar parados. E deixá-los por longos períodos parados pode exigir um cuidado extra.

Não precisa ligar o motor

Segundo especialistas, veículos com a manutenção em dia podem ficar 15 dias parados sem qualquer risco de problemas. Porém, que modelos cuja bateria já está no final de sua vida útil podem ficar sem energia durante esse período.

A General Motors, por outro lado, recomenda a seus clientes que o automóvel seja ligado por dez minutos ao menos uma vez por semana. Esse método, porém, só funciona e é recomendável em garagens abertas e bem ventiladas, se este não é o seu caso, nem pense em ligar o motor! Os gases do escapamento são tóxicos, e o envenenamento por monóxido de carbono pode ser fatal.

A BMW repete a sugestão da GM — recomendando uma partida de 20 minutos a cada duas semanas — e faz algumas adições aos proprietários de modelos híbridos plug-in e elétricos. Em nota, a empresa pede que os clientes mantenham as baterias de alta tensão carregadas, e que, caso isso não seja possível, que evitem manter a carga abaixo de 50% por mais de três meses.

Sem descuido nos cuidados

Uma opção para quem quiser se precaver é desconectar os cabos da bateria, para que ela mantenha sua carga por mais tempo. O procedimento, porém, deve ser feito por um especialista, pois qualquer descuido pode gerar um curto-circuito e até provocar incêndios.

Além disso, desconectar a bateria pode fazer com que o alarme pare de funcionar e o sistema de som perca suas configurações — em alguns modelos isso pode até fazer com que o proprietário precise recolocar a senha de codificação do rádio.

Depois que tudo passar, troque o fluido lubrificante

Quem for usar o carro para viagens curtas ao mercado ou farmácias também precisa ficar atento à rodagem com o motor frio. Ele ocorre quando o carro roda por poucos quilômetros, o que não dá tempo para que o óleo do motor alcance a temperatura ideal de funcionamento.

Esse tipo de rodagem gera um impacto a médio prazo no veículo, por conta da contaminação do óleo do motor por combustível. Durante a quarentena isso não é um problema e nem impeditivo para você usar o veículo para saídas indispensáveis. Ao fim dessa fase, porém, é importante efetuar a troca do fluido lubrificante, mesmo que o carro não tenha atingido os prazos para isso.

Preciso trocar o óleo, e agora?

Se seu carro estava próximo da troca de óleo pode ficar tranquilo. O óleo não estraga se ficar poucos meses além do prazo dentro do motor parado. Normalmente o tempo para a mudança do fluido é de 12 meses ou 10 mil km, mas essa recomendação varia entre cada fabricante.

As próprias marcas, aliás, estão adiando as revisões de seus clientes justamente para evitar exposições desnecessárias.

Limpeza

Uma proteção prática para esse período é cobrir a carroceria do veículo com uma capa, para impedir o acúmulo de poeira sobre a pintura.

Mas recomenda-se deixar o carro limpo antes de cobri-lo. Apesar da maioria das capas ter um tecido macio no forro interno, o atrito dela com sujeiras na pintura podem provocar riscos.

Se este é seu caso, nem pensar em sair por aí só para lavar o carro: muitas empresas oferecem o serviço a seco (geralmente permitido nos condomínios) em domicílio. Vale aproveitar para também limpar a cabine, já que ela ficará fechada por alguns dias.

Quando chegar a hora de botar sua carro de volta nas ruas, não há mistério: basta tomar os mesmos cuidados já recomendados para quando se roda enquanto o motor está frio, evitando acelerações intensas e altas rotações até que o trem de força tenha atingido a temperatura ideal de funcionamento.

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Até a próxima!

Fonte: Autoesporte


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